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O que você precisa saber antes de ir para a Chapada Diamantina

Em outubro desse ano viajei sozinha para a Chapada Diamantina, roteiro que já tinha vontade de conhecer há algum tempo e que me surpreendi positivamente.

Listei aqui as minhas primeiras dicas para quem – assim como eu – tem pouco tempo para desvendar a Chapada. Veja as dicas abaixo para organizar a sua viagem:

1) Como chegar    

A cidade onde os turistas que visitam a Chapada se hospedam é Lençóis na Bahia. Há 2 formas principais de chegar até lá:
– De ônibus, são cerca de 6 horas da rodoviária de Salvador. A Real Expresso é a empresa mais econômica para este trajeto.
– De avião, com voos que saem 2 vezes por semana (domingo e quinta-feira) de Salvador até Lençóis e vice-versa, operados pela Azul Linhas Aéreas. O voo dura 1h10 e na alta temporada eles chegam a colocar 3 opções por semana.
Eu fui de avião e achei mais prático pois não tinha muito tempo. Como o tour que eu fiz era de 3 dias, cheguei no domingo e retornei na quinta.
Os passeios geralmente duram o dia inteiro, então é arriscado fazer um tour de manhã e pegar o avião a tarde.

O avião da Azul é pequeno mas super seguro.

O avião da Azul é pequeno, mas super seguro.

2) Hospedagem

Há diversas opções de hospedagem no Centro de Lençóis e nos arredores da cidade.
Eu fiquei hospedada na Pousada Pouso da Trilha e adorei (veja o review da minha hospedagem clicando aqui). A minha dica principal é: se você não está de carro e se pretende ir até o Centro a noite, hospede-se no centro.

Entrada da Pousada Pouso do Trilho

Entrada da Pousada Pouso da Trilha

Vi diversas opções de hospedagem próximas à trilha de Ribeirão do Meio que pareciam ótimas, no entanto seria necessário um carro para ir até o Centro todos os dias. E convenhamos, nada mais prático do que jantar em um restaurante na rua da pousada, depois de um dia intenso de trilhas e caminhadas.

O centro da cidade de Lençóis

O centro da cidade de Lençóis

3) Passeios

As agências geralmente vendem tours de 2, 3, 4, 5 ou 7 dias de duração e até mesmo pacotes mais personalizados. Se você pretende fazer o Vale do Pati minha sugestão é aumentar esse período ou voltar para uma segunda viagem.
Fechei o tour de 3 dias com a SerranoTur Turismo que é uma agência relativamente nova, mas o guia Adailton é super experiente. Como fiz o tour sozinha, todos os dias fui a primeira a chegar nos pontos turísticos e garanti ótimas fotos, sem aquele monte de turistas no fundo rs.

Minha foto no Poço Azul, com ele praticamente fechado para mim rsrs.

Minha foto no Poço Azul, com ele praticamente fechado para mim rsrs.

O atendimento deles foi excelente desde o contato antes da minha chegada. A Cristina responde os e-mails super rápido e me ajudou com todas as informações. O preço também é o melhor da região.

4) Transfer aeroporto

Se você precisar de transfer do aeroporto ou para o aeroporto, não recomendo fechar com os hotéis / pousadas. A pousada em que fiquei cobrava R$35 o trecho, os taxistas costumas cobrar R$25, mas no próprio aeroporto você paga R$20 (pelo menos em outubro, fora da alta temporada).
Também fechei o transfer com a SerranoTur por esse valor.

5) Leve dinheiro

Diria que 70 ou 80% dos restaurantes aceitam cartão, porém na cidade de Lençóis há poucas opções de bancos: apenas Caixa, Banco do Brasil e Bradesco.
Você não vai usar muito dinheiro por lá, mas é sempre bom garantir.

6) O que levar na viagem

Um bom tênis (se tiver tênis de trilha é melhor, porque tem muita caminhada e muitas pedras), roupa de banho (incluindo a toalha), chinelo, boné, protetor solar, repelente (mais para usar a noite, não senti necessidade durante o dia), uma blusa de frio sempre é válida porque pode esfriar a noite. Algumas pousadas vendem lanche para a trilha e algumas agências oferecem o lanche em passeios mais longos, como o do Vale do Pati. No meu caso não foi necessário mas eu sempre levava água.

Meu tênis para trilhas foi a minha melhor aquisição. Sem escorregões supresa nas trilhas

Meu tênis para trilhas foi a minha melhor aquisição. Sem escorregões supresa nas trilhas

7) Trilhas

Achei as trilhas moderadas. Não são extremamente difíceis mas também não são levinhas não. No tour de 3 dias teve muita subida, muita pedra alta, daquelas que a coxa grita no final do dia rs. Mas consegui fazer numa boa.

Muitas pedras no caminho e degraus pelas trilhas

Muitas pedras no caminho e degraus pelas trilhas

8) Melhor época

Se você gosta de conhecer as festas locais, de 23/01 a 02/02 acontece a festa de São João dos Passos na cidade. Em junho, a tradicional festa de São João também deixa Lençóis mais agitada.
Eu fui em outubro, fora de feriados e na época de seca, o que significa menos água nas cachoeiras mas também trilhas menos escorregadias. Mesmo assim caiu uma garoa.
A minha dica principal é fuja de feriados, principalmente ano novo e carnaval. O local acaba perdendo um pouco a beleza pela quantidade de turistas e você não aproveita muito pois os pontos turísticos ficam disputadíssimos.  Qualquer outra época é bem recomendada, afinal estamos falando da Bahia.

A Chapada Diamantina me surpreendeu muito positivamente e pretendo voltar para conhecer o Vale do Pati e os outros pontos da própria Chapada. A cor da água em alguns passeios não perdeu em nada para a água do Havaí!

Conhece a Chapada Diamantina e tem alguma dica? Coloque nos comentários!

Patricia Furlan

Publicitária, psicanalista e apaixonada por viagens.

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Sobre a autora

Olá! Meu nome é Patrícia Furlan e sou paulistana, publicitária, psicanalista e apaixonada por viagens! Aqui você encontra minhas dicas de roteiros, cultura, gastronomia e experiências de turismo.

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